A Cofibam conquista a Antártida

//A Cofibam conquista a Antártida

A Antártida é formada por uma área de 14 milhões de quilômetros quadrados que rodeia o Pólo Sul e está cercada pelo Oceano Antártico e localizada entre o Oceano Pacífico e o Atlântico.

Devido ao frio intenso e as baixas temperaturas, a região está permanentemente coberta pelo gelo e possui condições desfavoráveis para quase todo meio de vida, exceto para pingüins, focas, baleias e outros animais típicos daquele ecossistema.

O continente gelado conheceu os seus primeiros exploradores somente no ano de 1912 e o mapeamento do relevo foi feito por fotografias aéreas, única forma possível para atravessar o gelo naquela época. O Brasil aderiu ao Tratado da Antártida em 1975. No início da década de 80 inaugurou a Estação Antártida “Comandante Ferraz” (EACF).

Para conseguir conquistar o continente gelado, a Marinha Brasileira e os engenheiros da Cofibam se uniram em torno de um mesmo objetivo; desenvolver cabos de alimentação de Energia para suprir as necessidades da Base Antártida Brasileira “Comandante Ferraz”.

A grande barreira enfrentada para a efetivação deste projeto brasileiro foi imposta pelas características extremas do local da instalação, o que seria necessário elaborar estudos para que conseguíssemos vencer as condições climáticas e de transporte.

O Cabo responsável pela geração de energia foi transportado pelo Navio Oceanográfico “Barão de Teffé” até um determinado ponto para depois ser transferido para um helicóptero e desembarcado numa área com terreno irregular e com muitas pedras.

Como os Cabos para temperaturas entre –40 a –60 Graus Celsius necessitam de um isolante especial e esses isolantes que suportam estas temperaturas não têm características mecânicas adequadas às condições ambientais e de transporte foi necessário desenvolver um isolante térmico especial para resistir a todas aquelas exigências.

E mesmo após o incêndio que destruiu boa parte das instalações brasileiras localizadas na Antártida no ano de 2012, os Cabos Cofibam seguem sendo utilizados para alimentar os cabos de energia da Base Antártida Brasileira há quase 20 anos.

2018-03-04T11:12:31+00:00 domingo, 4 de Março de 2018|Notícias|